A AÇÃO PEDAGÓGICA
A educação não se reproduz à transmissão de conteúdos. Da maneira como a concebemos é um processo de formação, que se realiza a partir de experiências vividas pelos sujeitos, nos diversos espaços educativos a que têm acesso (Família, Trabalho, Escola, Grupos de convivência...), na interação com o mundo e com as pessoas que fazem parte do seu Universo Cultural.
A escola, enquanto espaço de (re)construção social, tem uma dimensão que é estruturada pela sociedade, ao mesmo tempo que é também estruturante desta mesma sociedade. Nessas relação dialética, a escola vai se construindo historicamente.
O processo de ensino/aprendizagem concretiza-se nas relações entre alunos, objetos de conhecimento e professor, tendo, como elemento central a construção de significados.
Os conteúdos que a escola veicula - conceitos e princípios explicativos, procedimentos, valores, normas, atitudes - são criações culturais anteriores ao processo escolar.
A construção do conhecimento deve, portanto, ser assumida numa perspectiva social. O aluno é sujeito ativo do seu processo de aprendizagem e os significados que constrói são o resultado de uma complexa rede de interações, intermediadas pela ação do professor.
O aluno aprende um conteúdo qualquer, quando é capaz de atribuir-lhe significado, isto é, quando consegue estabelecer relações substanciais entre o que está aprendendo e o que já conhece, de modo que o novo conhecimento seja assimilado aos seus esquemas de compreensão da realidade e passe a ser utilizado como conhecimento prévia em novas aprendizagens.
A construção de significados, pelo aluno, não depende exclusivamente de seus processos cognitivos, mas também de suas motivações e expectativas - representações que tem da escola, de seus professores, e de si mesmo, ou seja, é em grande parte, o resultado das relações sociais estabelecidas entre ele e seus colegas e, principalmente, entre eles e seus professores.
O professor deve agir como mediador, na relação aluno/objeto de conhecimento, detectando o que o aluno sabe, apresentando-lhe situações-problema para que ele confronte e modifique suas hipóteses fornecendo-lhe informações que o ajudem a ampliar redes de significado. Para que isto seja possível, é necessário tanto que conheça o nível de seus alunos como que detenha o conhecimento exigido pelo conteúdo que pretende ensinar, propondo-lhes atividades de caráter aberto e dinâmico, que lhes proporcionem a realização de atividades significativas.
Ana Bueno (Coordenadora Pedagógica)